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sábado, 28 de abril de 2012

The Beatles - Yellow Submarine




Yellow Submarine é o álbum trilha-sonora lançado pelos The Beatles, que corresponde ao filme de mesmo título.Em contraste com a recepção do filme pela crítica, este é considerado o disco mais fraco dos Beatles e o único disco a não alcançar o 1° lugar nas paradas nos EUA e no Reino Unido (a melhor posição foi o 2° lugar, curiosamente com o "Álbum Branco", lançado 2 meses antes, em 1° lugar). É um álbum que destoa do resto da discografia da banda, já que somente as seis músicas do lado A são do grupo e apenas quatro delas são inéditas e ainda assim foram gravadas entre 1967 e 1968.

História

A história do filme se passa na cidade de Pepperland, quando os "Maldosos Azuis" (Blue Meanies) atacam a cidade para acabar com o amor, a música e as cores. É quando os Beatles entram em ação a bordo do submarino amarelo para acabar com eles. O filme é recheado de músicas e cores psicodélicas e é considerado um marco na animação, porém na época os Beatles não levaram como um projeto primário.
Quando a King Features fizeram alguns curtas animados baseado nos Beatles (isso no auge da Beatlemania) eles tiveram carta branca de Brian Epstein para fazer um longa metragem sobre os Beatles com base em "Fantasia", obra de Walt Disney. Porém com o trabalho sempre adiado e após a morte de Brian, a empresa cobrou que fosse cumprido o trato. Os Beatles abriram a “Apple Films” subdivisão da Apple e decidiram resolver esse problema dando 6 músicas para a trilha sonora, mais todo seu catálogo de músicas para ser usado no filme e George Martin se prontificou a fazer a trilha musical. Os Beatles não gravaram as vozes para o desenho e nem sequer acompanharam o roteiro e produção. Segundo George Harrison: “Tivemos um ou dois encontro com eles, não estávamos a par da produção, quase não nos envolvemos.” George Martin disse que eles agiram mais ou menos assim: “Esta bem, vamos dar a esses caras a maldita trilha, mas sem nos estafarmos. Vamos colocar o que nos der na telha.”

Faixas do Disco

01 - Yellow Submarine
02 - Only A Northern Song
03 - All Together Now
04 - Hey Bulldog
05 - It's All Too Much
06 - All You Need Is Love
07 - Pepperland
08 - Sea Of Time
09 - Sea Of Holes
10 - Sea Of Monsters
11 - March Of The Meanies
12 - Pepperland Laid Waste
13 - Yellow Submarine In Pepperland

"Yellow Submarine" (Lennon/McCartney) – Paul McCartney morava com Jane Asher e foi lá que ele teve a inspiração para a música. “Eu procurava algo para Ringo cantar, então decidi fazer uma canção simples com poucas notas e vocal simétrico. Comecei a bolar toda a história sobre um marinheiro e seu submarino colorido, que depois passei para um submarino amarelo.” Paul estava tentando completar a primeira de muitas ideias irreverentes que teria: Um tema infantil.

As gravações foram um dia de festa no estúdio 2 do Abbey Road, quando Neil Aspinall e Mal Evans ,os roadies e companheiros de banda, saquearam o “trap room”, uma sala cheia de tranqueiras do escritório e trouxeram sinos de navio, correntes, sinos de mão do tempo da guerra, apitos, buzinas, latas, máquinas que imitam sons de vento e de tempestades e até uma banheira que foi enchida com água. Tudo para produzir os efeitos da música. Trouxeram Brian Jones dos Stones, Marianne Faithfull e Pattie Harrison (esposa de George) para chacoalhar tudo que podia fazer barulho. A música foi gravada em 1966 e também está no disco “Revolver”.

"Only a Northern Song" (Harrison) – George Harrison conseguiu ter um pouco mais de espaço nesse disco com 2 músicas no total de 6 (bom número pelas proporções). A música foi gravada em 1967 e ficou de fora do disco “Sgt Peppers”, segundo Geoff Emerick, pelos outros membros, por acharem que a música não servia aos propósitos da concepção do disco. Uma das músicas mais psicodélicas gravada pelos Beatles, contando com trompetes distorcidos, um órgão com reverb, piano revertido e um xilofone. Um “mellotron” também pode ser ouvido e a música ganhou uma nova roupagem no “Anthology” e na reedição do disco “Yellow Submarine” em 1999.

A letra é mais um desabafo e crítica de Harrison tanto sobre o preconceito e desrespeito ao povo de Liverpool (“É apenas Uma Canção do Norte”) quanto a empresa no qual Lennon/McCartney eram vinculados e omissos, a Northern Songs Published, e as canções de Harrison eram consideradas “músicas contratadas”. No refrão ele diz: “It doesn't really matter what cords I play/What words I say/Or time of day it is/As it's only a northern song” ou “Não importa os acordes que eu toco/Ou as palavras que digo/ Ou qual hora ou dia é hoje/É apenas uma canção da Northern Songs” ou “Apenas uma canção do Norte”.
"All Together Now" (Lennon/McCartney) – Está canção composta por Paul (introdução e refrão) e John (middle-eight) e foi mais uma música baseada em canções infantis. Paul imaginou marinheiros cantando enquanto trabalhavam numa embarcação: “Sail the ship/Chop the tree/Skip the rope/Look at me” ou “Remem o barco/Corte a árvore/Içar as cordas/Olhe pra mim”.

A música foi gravada em 12 de maio de 1967 em apenas 6 horas. Em um ritmo de “skiffle”, Paul toca o baixo acústico enquanto John toca banjo, George toca harmônicos e faz os backings, buzinas de carros e Ringo com a bateria peculiar do estilo. A música aparece durante o filme e após com os Beatles em “live-action” cantando.

"Hey Bulldog" (Lennon/McCartney) – Rock & roll enxuto liderado por um riff de piano, composto por John e gravado em maio de 1968 durante as gravações do compacto de “Lady Madonna”. Geoff Emerick disse: “Durante aquelas gravações foi a última vez que vi eles tocando juntos, num sentimento dinâmico de entusiasmo e compaixão... Depois disso eles foram para Índia e tudo desmoronou”. A música iria se chamar “Hey Bullfrog” (em alusão a uma raça de cachorro que parecia um sapo), mas Paul ficou latindo sem parar e cantando “Bulldog”, então decidiram mudar o título. Paul McCartney não grava com seu famoso baixo Hofner por querer um som mais linear e pesado.
"It’s All Too Much" (Harrison) – Canção gravada pouco depois do lançamento de “Sgt. Peppers” em 1967, e pronta a entrar em “Magical Mystery Tour”, mas mais uma vez boicotada pelos companheiros de banda. A música foi gravada no estúdio “De Lane Lea” sendo uma das poucas músicas fora do estúdio Abbey Road. Com um ar psicodélico e uma microfonia inicial muito bem trabalhada lembrando a introdução de “I Feel Fine”, foi compactada para 06:28, mas a versão original tinha aproximadamente 8 minutos. Com George nas guitarras, órgão e baixo, John nas guitarras e Ringo na bateria (essa gravação não contou com Paul), a música é uma homenagem para Pattie, sua esposa e conta com algumas referências durante a música: “With your long blonde hair and your eyes of blue” extraído de “Sorrow” da banda The Merseys e as linhas de trompete são facilmente identificadas em “Prince of Denmark's March” ou “Trumpet Voluntary” de Jeremiah Clarke. No filme são exibidas frases diferentes da música, extraídas da versão de 8 minutos.
"All You Need Is Love" (Lennon/McCartney) – Essa música composta por John Lennon, quebrou uma grande barreira ao ser executada pela primeira vez no “Our World”, o primeiro link televisivo transmitido para mais de 26 países e visto por mais de 400 milhões de pessoas no dia 25 de junho de 1967. A BBC pediu que eles escrevessem uma mensagem para o mundo, e segundo a “Rolling Stone” essa é a melhor canção de todos os tempos (em algumas de suas listas). Há uma certa controvérsia se a música foi feita especialmente para a transmissão, George Martin e Ringo Starr acreditam que sim, porem Paul acha que “a música já estava lá, só esperando uma boa oportunidade.”

A canção é recheada de referências: a introdução francesa de “La Marseillaise”, “Greensleeves”, “In The Mood” de Glenn Miller executado com saxofones, “She Loves You” cantado espontaneamente por John Lennon, além das palavras “Yes, you can” e “Yesterday”, outra citação ao passado. George Martin ainda acrescenta passagens de “Brandenburg Concerto n° 2”. Durante a transmissão, Lennon estava tão tenso que Paul colocou uma rosa na orelha a fim de descontrair e relaxar John. Amigos e parentes participam dos corais: Mick Jagger, Kim McLagan, Keith Moon entre outros.

O lado B do disco são trilhas musicais compostas e orquestradas pelo produtor da banda George Martin, sendo elas "Pepperland", "Sea of Time", "Sea of Holes", "Sea of Monsters", "March of The Meanies", "Pepper Land Laid Waste" e "Yellow Submarine in Pepperland" essa última com participação da dupla Lennon/McCartney. Segundo John Lennon, ele odiou o trabalho feito por Martin e disse ser desnecessário usar o nome dos Beatles para produzir "aquela porcaria horrível, para impressionar amantes de música clássica". John também achava que Martin era mais um daqueles que queria ser o "quinto beatle" e injustamente referia-se a ele como "essas pessoas que acham que nos fizeram musicalmente."

domingo, 18 de setembro de 2011

The Beatles - Abbey Road - 1969



Abbey Road foi o 12° álbum lançado pela banda britânica The Beatles. Foi lançado em 26 de setembro de 1969, e leva o mesmo nome da rua de Londres onde situa-se o estúdio Abbey Road. Foi produzido e orquestrado por George Martin para a Apple Records. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame
Apesar de ter sido o penúltimo álbum lançado pela banda, foi o último a ser gravado. As músicas do último disco lançado pelos Beatles, Let It Be, foram gravadas alguns meses antes das sessões que deram origem a Abbey Road. O álbum é considerado um dos melhores do grupo e parecia que os momentos de turbulências tinham passado e tudo havia voltado ao normal entre eles, mas na verdade o maior problema da banda começou a esquentar: Guerra de poderes. Após a morte de Brian Epstein, Paul McCartney sugeriu que Lee Eastman, advogado de sucesso e pai de Linda Eastman, tomasse conta dos negócios mas os outros Beatles desconfiando e visando uma proteção maior ao legado de todos sugeriram que Allen Klein, (que era promotor dos Stones e já vinha tentando "roubar" os Beatles de Epstein há muito tempo), era a melhor opção pelo seu jeito convicto de "homem das ruas". McCartney não concordou por achar absurdo pagar 15% de todos os lucros para Klein. Após a separação da banda, Eastman foi advogado da carreira solo de Paul e Allen Klein foi a justiça por ter roubado uma média de 5 milhões dos Beatles. O restante dos Beatles mantiveram contrato com Klein até 1977.
George Martin produziu e orquestrou o disco junto com Geoff Emerick como engenheiro de som, Alan Parsons como assistente de som e Tony Banks como operador de fitas. Martin considera Abbey Road o melhor disco que os Beatles fizeram.[2] E não é por menos: ele é o mais bem acabado de todos, um dos mais cuidadosamente produzidos (comparável somente a Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band). Sua estrutura foi bastante pensada e discutida, e as visões discordantes dos integrantes da banda só contribuíram para a riqueza da criação final.
Também foi em Abbey Road que George Harrison se firmou como um compositor de primeira linha. Após anos vivendo sob a sombra de John Lennon e McCartney, ele finalmente emplacou dois grandes sucessos com este álbum: "Here Comes the Sun" e "Something". Ambas foram regravadas incessantemente ao longo dos anos, sendo que Something chegou a ser apontada pela revista Time como "a melhor música do disco" e como a segunda música mais interpretada no mundo, atrás somente de "Yesterday", também dos Beatles.
Este disco foi marcado pelo uso de novos recursos tecnológicos que estavam surgindo na época. Um deles foi o sintetizador Moog, que começava a ser utilizado em maior escala dentro do rock. Ele possibilitava que virtualmente qualquer som fosse gerado eletronicamente. O Moog pode ser notado claramente em músicas como "Here Comes the Sun", "Maxwell's Silver Hammer" e "Because". Por seu trabalho em Abbey Road, os engenheiros de som Geoff Emerick e Phillip McDonald ganharam o Grammy.

Faixas do Disco

01 - Come Together
02 - Something
03 - Maxwell's Silver Hammer
04 - Oh! Darling
05 - Octopus's Garden
06 - I Want You (She's So Heavy)
07 - Here Comes The Sun
08 - Because
09 - You Never Give Me Your Money
10 - Sun King
11 - Mean Mr. Mustard
12 - Polythene Pam
13 - She Came In Through The Bathroom Window
14 - Golden Slumbers
15 - Carry That Weight
16 - The End
17 - Her Majesty

Origens

Após as desastrosas sessões de gravação do álbum então chamado de "Get Back" (mais tarde intitulado "Let It Be" para publicação), Paul McCartney sugeriu ao produtor George Martin que os Beatles se reunissem e fizessem um álbum "como nos velhos tempos… como a gente fazia antes", gravado ao vivo, sem overdubs e, logicamente, livres dos conflitos que começaram com as sessões do Álbum Branco. Martin pensou, levou em consideração o acontecido de ter sido produtor secundário do álbum Get Back e aceitou, mas com a condição que a banda se comportasse "como nos velhos tempos", e ele seria tratado como o "produtor dos velhos tempos" também. Queria o consentimento de Lennon que aceitou numa boa pois eles estavam loucos para compor e gravar. Porém algumas faixas como "Something" e "Golden Slumbers/Carry That Weight/The End" seguiram o estilo do Álbum Branco, de gravar individualmente. Mas o resultado final acabou sendo este grande álbum, considerado por muitos críticos como o melhor da banda, e segundo a revista Rolling Stone o 14° melhor álbum de todos os tempos.
Quando foi gravado na época do vinil, o álbum tinha dois lados bem distintos entre si, a fim de agradar tanto a Paul McCartney como a John Lennon individualmente. O lado A, que ia de "Come Together" a "I Want You", foi feito para agradar a Lennon. È uma coleção de faixas individuais, enquanto que o lado B (para agradar a McCartney) contém uma longa coletânea de curtas composições que seguem sem interrupção. A sequência de juntar músicas inacabadas criadas por McCartney e Lennon em um enorme pout-pourri foi ideia de Paul, constituindo-se numa espécie de ópera dentro do disco. No entanto, diferente de Sgt. Pepper's, considerar Abbey Road um disco conceitual é um engano. "È um bom disco de Rock&roll", disse Harrison.